Aumento de ICMS em SP pode refletir nos preços do material de construção em todo o País

 

 

Até o final do mês, cerca de 50 mil produtos do setor de material de construção devem ter reajuste de até 8% devido ao aumento do ICMS implemetado no Estado de São Paulo desde a última quarta-feira, 1º de agosto.

Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, as novas MVAs (Margens de Valor Agregado) implementadas pela portaria CAT 92/2012 no tocante ao regime de substituição tributária no estado devem impactar as vendas em todo o País. “Com o aumento das alíquotas para mais de 50 mil itens de material de construção, estes terão seus preços ajustados durante o mês, conforme forem chegando as mercadorias, majorados pelo aumento dos impostos”, explica.

Como o estado de São Paulo mantém convênios com a maioria dos demais estados, a medida tende a provocar um aumento em cadeia. “Estimamos uma elevação de 8% nos preços nos próximos 60 dias, na maior parte do Brasil”, afirmou Conz.

De acordo com o presidente da Anamaco, além de aumentar as MVAs, São Paulo não atendeu a um pleito justo e antigo do setor de diminuir o numero de índices e simplificar o sistema de Substituição Tributária. “Hoje, temos 126 alíquotas diferentes, o que burocratiza a atividade e onera ainda mais os comerciantes, pelo aumento de custos nos controles que precisam manter para não cometer erros. Imagine uma loja de material de construção que trabalha, em média, com 40 diferentes categorias de produtos e cerca de 7 mil ítens, o tempo que se leva para calcular o valor do ICMS que deve ser antecipado com base em mais de 100 MVAs. É burocrático e inoperante ”, disse Conz. “Estamos pleiteando o agrupamento de MVAs, pois esta seria a solução mais lógica, que facilitaria o entendimento de todos os envolvidos, já que a maioria dos índices tem diferenças mínimas de valor”, finalizou.

Vendas de material de construção cresceram 7% em julho
 
De acordo com a pesquisa mensal realizada pela Anamaco e divugada hoje, as vendas de material de construção em julho cresceram 7% sobre o mês de junho. Nos últimos 12 meses, o setor fechou com decréscimo de 2%. Já na comparação julho de 2012 sobre julho de 2011, as vendas foram 3% menores.

Os setores que melhor desempenharam em julho foram o de argamassas - com aumento de 10,9% -, seguido do de metais - com crescimento de 9,8% - e de cimento com acréscimo de 8%. Tubos de PVC tiveram pior desempenho, com crescimento de apenas 3,2 %.

“Com este resultado, ainda não foi possível reverter o quadro de vendas menores nos comparativos com o ano passado”, afirmou o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. “A recuperação também ainda não foi suficiente para mudar nossa expectativa de crescimento em 2012, que está em 4,5%, muito inferior às expectativas iniciais”, acrescentou.

Em 2011, o varejo de material de construção cresceu 4,5% sobre 2010, atingindo um faturamento total de R$ 52 bilhões.

 
Com queda nos juros, contratação do Construcard tem aumento superior a 500%

 

Após o anúncio de novas condições para o Construcard - linha de crédito para financiamento de materiais de construção da Caixa Econômica Federal, o produto atingiu volumes recordes de contratação diária. Somente na última sexta-feira foram contratados R$ 36 milhões, valor mais de cinco vezes superior à média, que era de R$ 5,8 milhões. O resultado representa crescimento de mais de 500% na média de contratação diária.

De 23 a 27 de julho, a média diária de contratação foi de R,1 milhões, número 178% maior que a média da semana anterior. Segundo o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza, "os números demonstram o sucesso no reposicionamento do produto, reafirmando que o banco garante as melhores formas de acesso ao crédito para seus clientes e, no caso do Construcard, permite condições muito mais atrativas para construir ou reformar a casa".

O Construcard já beneficiou mais de 1,2 milhão de  famílias nos últimos cinco anos, financiando cerca de R$ 15 bilhões nesse período. Até o fim do ano, a Caixa disponibilizou R$ 5 bilhões para a modalidade.

Para ter acesso ao financiamento, basta ir a uma das agências do banco  e apresentar documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de endereço e de renda) para avaliação cadastral. Não há limite máximo para o valor do financiamento, que dependerá da capacidade de pagamento mensal do cliente.